Quarta, 23 de maio de 2018
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Polícia

10/05/2017 ás 21h32 - atualizada em 10/05/2017 ás 21h38

LS Landri Sales

Landri Sales / PI

Depoimento de Lula a Moro termina após cinco horas
Ex-presidente ficou frente a frente com o juiz da Lava Jato pela primeira vez nesta 4ª-feira.
Depoimento de Lula a Moro termina após cinco horas
Lula é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção no processo em que prestou depoimento na tarde desta quarta-feira. Foto: Pedro Ladeira/24.04.2017/Folhapress

O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz federal Sérgio Moro durou cinco horas e terminou por volta das 19h10 desta quarta-feira (10). Esta foi a primeira vez que o petista ficou frente a frente com o juiz responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância.


O interrogatório, que começou pouco depois da 14h10, integra a última parte do processo no qual o ex-presidente é suspeito de ter recebido propina da empreiteira OAS, por meio da compra do triplex 164-A no Edifício Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo. O suposto armazenamento de bens do ex-presidente pela OAS, entre 2011 e 2016, também faz parte deste processo.


Em seu depoimento, Lula respondeu por mais de três horas a perguntas realizadas por Sérgio Moro. Após o juiz da Lava Jato, foi a vez de o MPF (Ministério Público Federal), autor do processo, dar início a seus questionamentos, já por volta das 17h40. Depois da Procuradoria da República, os advogados das partes fizeram questionamentos.


A denúncia do Ministério Público Federal sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio — de um valor de R$ 87 milhões de corrupção — da empreiteira OAS, entre os anos de 2006 e 2012. O petista é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção.


Lula x Justiça Federal


O ex-presidente é réu em cinco processos criminais na Justiça Federal, três deles no âmbito da Lava Jato, uma da Janus e outra na Zelotes.


Na Lava Jato, Lula se tornou réu pela primeira vez em julho de 2016, por supostamente tentar obstruir a Justiça ao comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. A denúncia foi aceita pelo juiz federal Ricardo Augusto Leite, da Justiça Federal de Brasília.


Depois, em setembro de 2016, Lula se tornou réu por corrupção e lavagem de dinheiro ter recebido R$ 3,7 milhões em troca da facilitação para a OAS fechar três contratos com a Petrobras entre 2006 e 2012. Tais contratos, sustenta o MPF, geraram R$ 87 milhões em dinheiro desviado da petroleira. Essa ação corre em Curitiba, com o juiz Sérgio Moro.


A terceira vez de Lula como réu foi em outubro do ano passado, na Operação Janus, por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. A investigação se foca em um suposto esquema de fraudes em contratos do BNDES para obras da Odebrecht em Angola. A ação corre em Brasília, sob responsabilidade do juiz Vallisney de Souza Oliveira.


Em dezembro de 2016, na Zelotes, Lula se tornou réu por tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro por supostamente ter atuado na prorrogação de incentivos fiscais a montadoras de veículos e na compra dos caças Gripen, da sueca Saab, por US$ 5,4 bilhões. Em troca, o filho mais novo de Lula, Luís Claudio Lula da Silva, teria embolsado R$ 2,5 milhões. Essa ação corre na Justiça Federal de Brasília e tem o juiz Vallisney de Souza Oliveira.


Lula se tornou réu pela quinta vez também em dezembro, desta vez na Lava Jato e, portanto, sob a responsabilidade de Moro. A suspeita é de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia (SP). O local foi reformado pela OAS e a Odebrecht em troca, novamente, de benefícios para as empreiteiras.

FONTE: R7

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